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Painel Outubro – 2026

Boletim Informativo da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Marília – edição onlite – Outubro de 2026

A PALAVRA DO PRESIDENTE

Unindo forças e construindo o futuro da nossa engenharia e agronomia

por engenheiro agrônomo Walter Cação Júnior

Queridas associadas e queridos associados, é um prazer imenso me dirigir a vocês nesta nossa tradicional conversa. Quando olhamos para a trajetória da AEA Marília, percebemos que a nossa verdadeira força reside na união de propósitos e na troca contínua de experiências. Recentemente, tivemos a alegria de celebrar mais uma edição inesquecível da nossa Festa do Agrônomo. Que momento vibrante de congraçamento, em que pudemos reunir no mesmo espaço os engenheiros agrônomos das novas gerações e aqueles profissionais consagrados que pavimentaram o caminho do nosso setor regional. Ver a jovialidade renovar a tradição em um ambiente de tanta camaradagem nos enche de orgulho e renova as nossas energias para os desafios do dia a dia.

Mas a nossa associação também é espaço permanente de aprendizado, debate e aprimoramento profissional. Em 4 de setembro, a AEA teve a honra de ser sede de um relevante módulo de debates e estudos focado nos impactos e desdobramentos da Reforma Tributária. Receber especialistas e colegas para discutir um tema tão estratégico demonstra o compromisso do nosso ecossistema com o futuro do país e com a capacitação contínua da nossa classe. 

E como a vida profissional fica ainda melhor quando celebrada em boa companhia, não poderíamos deixar de registrar a alegria do nosso jantar gourmet, preparado com todo o carinho para homenagear os aniversariantes do período em um clima de genuína fraternidade.

Toda essa dinâmica diária de acolhimento e trabalho ganha forma e suporte prático em nossa estrutura. O nosso coworking foi pensado exatamente para ser a extensão do seu escritório, oferecendo toda a infraestrutura necessária para que associados e profissionais realizem reuniões, desenvolvam projetos e conectem ideias. 

Somado a isso, temos fortalecido de forma muito especial a nossa comunicação social. Entendemos que informar bem é criar pontes, e hoje nossos canais funcionam como uma verdadeira janela para o conhecimento institucional, projetando o valor técnico das nossas profissões e aproximando definitivamente a AEA da sociedade.

É fundamental destacar que todas essas realizações e avanços estruturais só se tornam realidade porque contamos com uma parceria sólida e permanente. O suporte indispensável do Crea-SP vem garantindo a base institucional necessária para que possamos proteger a integridade das nossas profissões, fiscalizar com responsabilidade e oferecer serviços de excelência a cada um de vocês. Essa retaguarda nos dá a tranquilidade para continuar inovando e expandindo nossas ações em benefício de toda a comunidade da engenharia, da arquitetura e da agronomia da nossa região.

Encerro esta mensagem renovando o meu entusiasmo e o convite caloroso para que você faça parte ativa dessa história. Se você ainda não é associado, venha somar conosco, usufruir de nossa estrutura e fortalecer a nossa representatividade. 

Juntos, fazemos uma AEA cada vez mais forte, acolhedora e protagonista!

Walter Cação Júnior, engenheiro agrônomo e presidente da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos (AEA Marília) – Biênio 2026-2027

Futuros engenheiros conhecem o Centro de Controle Operacional do Metrô de São Paulo

Programa do Crea-SP, Estágio Visita proporciona vivência prática e experiência profissional no maior modal ferroviário do país

Garantir o funcionamento contínuo e o transporte de milhões de passageiros diariamente depende diretamente do rigor da Engenharia. Para conhecer a prática dessa atuação no 4º maior modal ferroviário da América Latina, um grupo de estudantes de Engenharia, Agronomia e Geociências participou, nesta terça-feira (15), de uma visita no Centro de Controle Operacional (CCO) do Metrô de São Paulo. A atividade marcou o primeiro dia da terceira edição de 2026 do programa Estágio Visita, iniciativa do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP) para conectar o ambiente acadêmico à rotina profissional.

A ação ocorre em um momento estratégico para o país, marcado pelo contraste entre o aquecimento da infraestrutura e o déficit de mão de obra qualificada no setor tecnológico. Atualmente, o Brasil enfrenta o desafio de reter talentos nas universidades. Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) revelam que a evasão nos cursos de Engenharia é a maior do ensino superior nacional: a cada 100 alunos ingressantes, apenas 35 concluem a graduação.

Para reverter esse quadro e preparar os futuros profissionais para as reais demandas do mercado, o Crea-SP atua de forma proativa. O programa Estágio Visita é uma das frentes do Conselho para combater essa defasagem, aproximando os estudantes do ecossistema profissional, retendo talentos na área tecnológica e garantindo que a nova geração chegue ao mercado com vivência prática e visão estratégica sobre a responsabilidade da Engenharia.

Durante a atividade no CCO, os universitários acompanharam os bastidores da operação metroviária e puderam verificar como a área tecnológica trabalha na segurança do deslocamento diário de milhões de pessoas.

Para a presidente do Crea-SP, engenheira civil Ligia Mackey, as iniciativas de imersão são fundamentais para combater a evasão acadêmica e demonstrar o papel da Engenharia na sociedade. “O nosso objetivo é mostrar a importância dessas profissões para reter esses talentos. Ao acompanhar a operação de um sistema de transporte, os estudantes entendem que a área tecnológica não é feita apenas de cálculos na lousa, mas de decisões que impactam a rotina da população. É essa realidade que dá sentido à sala de aula”, destaca.

A experiência em campo renovou o entusiasmo dos futuros profissionais. “Fiquei muito feliz com a oportunidade de visitar o CCO, pois é a minha área de atuação e sou apaixonada por esse tema. Essa convivência e o contato com a prática me inspiraram a entrar na faculdade e me mantêm motivada a continuar”, relata Edilene Oliveira, estudante de Engenharia de Produção na Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp).

Fertilização inteligente pode reduzir perdas e ajudar a recuperar solos degradados

Agrônomo do Ano de 2025, eleito pela AEA Marília, Pedro Henrique Lorenzetti Losasso, analisa cenário para o Crea-SP

A agricultura brasileira estuda novas formas de lidar com a fertilidade da terra. No lugar de aumentar apenas o volume de insumos aplicados, a tendência é controlar a disponibilização dos compostos e integrar adubação, microbiologia e conservação para produzir mais com menor desperdício. A mudança reúne conhecimentos de profissionais da área tecnológica, impulsionando o surgimento de novas ferramentas que auxiliarão no desenvolvimento sustentável.

O engenheiro agrônomo e conselheiro do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP) pela Câmara Especializada de Agronomia (CEA), Pedro Henrique Lorenzetti Losasso – Agrônomo do Ano de 2025, eleito pela Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Marília, AEA Marília, destaca que essa evolução acompanha uma nova compreensão sobre o ecossistema rural. “Hoje, o foco não é só fornecer nutrientes, mas garantir maior aproveitamento das plantas e potencializar a ciclagem natural da terra”, afirma.

Uma das inovações que exemplificam essa transição foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp). O processo utiliza Redes Metal-Orgânicas, do inglês Metal Organic Frameworks (MOFs), estruturas porosas que atuam como reservatórios para a liberação gradual de componentes minerais. O composto é estudado como condicionador associado à adubação convencional, com potencial para otimizar o aporte nutricional e recuperar regiões danificadas.

A engenheira química Tatiane Braz Martins, conselheira do Crea-SP e coordenadora adjunta da Câmara Especializada de Engenharia Química (CEEQ), explica que a proposta de uma fertilização mais inteligente altera a gestão das matérias-primas. “O paradigma mudou da quantidade bruta para a precisão e a saúde do ecossistema. Entende-se que o solo é um organismo vivo e finito”, avalia.

Para Losasso, o avanço atende à necessidade de preservar matérias-primas escassas. “Os minerais usados na fabricação de fertilizantes são meios limitados, e precisamos de formulações menos agressivas à microbiota. Em longo prazo, trata-se de segurança alimentar”, destaca.

Na prática da gestão agrária, a liberação gradual diminui perdas por lixiviação, processo em que a chuva ou a irrigação lavam os nutrientes para o fundo do solo, longe das raízes, e volatilização, quando os nutrientes se perdem no ar em forma de gás, garantindo disponibilidade de elementos essenciais durante toda a maturação da cultura. A proposta também permite combinar novas metodologias com adubação verde, soluções biológicas e outras práticas de sistemas de cultivos sustentáveis.

A recuperação de áreas degeneradas, contudo, exige uma abordagem integrada. O engenheiro agrônomo ressalta que é necessário unir diferentes táticas para reconstruir a estrutura de alto rendimento. “É preciso integrar a agricultura regenerativa aos recursos biológicos. Os fertilizantes não são o único caminho”, explica.

Além do ganho agronômico, soluções com maior controle ajudam a conter a contaminação de corpos d’água por nitratos e fosfatos e a reduzir emissões associadas aos nitrogenados. Na visão de Tatiane, o avanço desses materiais evidencia uma atuação estratégica que conecta a pesquisa à produção.

“A Engenharia Química é a ponte entre a bancada científica e o campo. Ela atua no desenvolvimento de novos elementos, na otimização de processos industriais para a manufatura em grande escala e na busca por matérias-primas e resíduos locais para diminuir a dependência de insumos importados”, afirma.

A geração em massa permanece como um dos principais desafios. A síntese dessas estruturas complexas em laboratório precisa ser adaptada para volumes comerciais com estabilidade, menor consumo de métodos e custos competitivos. O estudo da USP segue em fase de pesquisas e demanda novos testes para avançar no mercado.

No campo, a inovação exige suporte técnico para que cada solução atenda às particularidades do ambiente e da lavoura. Essa integração permite combinar novos recursos a conduções consolidadas. “O futuro da produção de alimentos depende de alimentar o cultivo com mais inteligência e habilidade, não apenas com o aumento de insumos”, conclui Losasso.

Sobre o Crea-SP 

Criada há 92 anos, a autarquia federal é responsável pela fiscalização, controle, orientação e aprimoramento do exercício e das atividades dos profissionais das Engenharias, Agronomia e Geociências. O Crea-SP está presente nos 645 municípios do Estado, conta com cerca de 380 mil profissionais registrados e mais de 110 mil empresas registradas.

Fonte: Crea São Paulo – acesse ao site do Crea SP, https://www.creasp.org.br/ 

Conteúdo Técnico

Planejamento técnico para o conforto térmico dentro de casa

Projetos construtivos devem considerar contexto local para lares mais agradáveis

As variações no clima são parte da rotina paulista. Em uma mesma semana, moradores do Estado passam de dias amenos com chuvas para períodos com máximas acima dos 30 °C. Diante de ondas de calor mais frequentes, a Engenharia Civil atua preventivamente em planos residenciais, incorporando medidas de conforto térmico e performance energética desde a concepção da edificação. Os projetos estrutural e arquitetônico devem considerar recursos como ventilação cruzada, que dissipa o ar quente sem gastar energia, e materiais isolantes. “Quando o imóvel é projetado com esses conceitos, o uso do ar-condicionado torna-se complementar e mais eficiente. Já uma construção sem esse planejamento dependerá de climatização constante para se manter habitável”, explica a engenheira civil Cristiana Lopes Vilarinho, coordenadora da Câmara Especializada de Engenharia Civil (CEEC) do Crea-SP. A orientação solar, o arejamento natural, a inércia térmica e o sombreamento também influenciam. 

Brises, beirais, persianas e vegetação controlam a radiação sobre fachadas e superfícies envidraçadas. Segundo a física e pesquisadora Maria Akutsu, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), não existe uma solução única. O Laboratório de Conforto Ambiental, Eficiência Energética e Instalações Prediais (LCAP/IPT) indica que o uso de isolantes é favorável em coberturas, enquanto a implantação inadequada nas paredes prejudica o comportamento da temperatura, especialmente em prédios de alta inércia térmica. A instalação de material atérmico sem orientação também pode provocar falhas. “A umidade pode condensar na superfície ou dentro das estruturas, provocando mofo, o que compromete a qualidade do ar interno e a saúde dos moradores”, alerta Cristiana. A pesquisadora lembra que a escolha e a aplicação dos materiais precisam considerar as condições de uso. Lãs minerais podem ter a performance prejudicada se expostas à chuva. A cobertura, por ser externa, também merece atenção por conta das mudanças de temperatura. “Como e onde eles são aplicados, considerando as características locais e de ocupação dos ambientes, é o que determina o desempenho”, esclarece. Conforto térmico As pesquisas contribuíram para o desenvolvimento de normas técnicas voltadas às diferentes regiões do país. A NBR 15220 divide o Brasil em zonas bioclimáticas, enquanto a NBR 15575 define critérios para a eficiência dos prédios. “Trabalhando em sintonia com a NBR 15575, o zoneamento fornece parâmetros para o desenvolvimento e a avaliação do desempenho térmico. A diretriz estabelece níveis mínimo, intermediário e superior”, comenta Roberto Lamberts, professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e supervisor do Laboratório de Eficiência Energética em Edificações (LabEEE). Lamberts ressalta que experiências internacionais precisam ser adaptadas às condições brasileiras. Em lugares quentes, a ventilação natural pode ser mais adequada. “A etiquetagem ainda é voluntária, mas a Resolução CGIEE nº 4, de setembro de 2025, propõe índices mínimos para novas edificações e um cronograma progressivo de implementação”, explica. A fiscalização do Crea-SP e a exigência da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) contribuem para que os projetos sejam executados por profissionais habilitados. “A orientação do Sol, ventilação natural, especificação dos materiais, isolamento térmico e demais estratégias devem ser especificadas pelo técnico responsável de acordo com as normas aplicáveis”, afirma Cristiana. Novas respostas 

A busca atual nos estudos é por elementos que respondam às diferentes condições climáticas. Para Maria Akutsu, deve-se combinar isolamento, inércia térmica, controle da energia solar e ventilação. Entre os materiais pesquisados, estão os de mudança de fase, que podem aumentar a resistência às variações, e os vidros eletrocrômicos, que controlam a quantidade de radiação que atravessa sua superfície. Lamberts aponta a ventilação cruzada, o sombreamento de áreas transparentes e superfícies claras para reduzir o calor em regiões quentes. 

Entre os erros frequentes estão o uso de cores escuras nas fachadas e a ausência de proteção nas aberturas. Apesar das normas estabelecidas, o mercado ainda adota predominantemente o nível mínimo de eficiência. Na avaliação do docente, o desafio também é considerar as mudanças climáticas ao longo da vida útil das construções, estimada em cerca de 50 anos, uma vez que as diretrizes utilizam referências do passado. 

“Moradias com baixo desempenho térmico trazem riscos à saúde e demandam mais energia, que pode ser interrompida em uma onda de calor intensa e impedir o funcionamento de equipamentos de climatização. O bom funcionamento da medificação, mesmo sem condicionamento artificial, pode ser decisivo para a segurança dos moradores”, conclui Lamberts. 

Fonte: Crea São Paulo – acesse ao site do Crea SP, https://www.creasp.org.br/ 

AEA Marília organiza mais uma edição da tradicional festa dos agrônomos

Evento reuniu no dia 26 de setembro centenas de convidados, associados e familiares

A Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Marília (AEA Marília) promoveu, no sábado, 26 de setembro de 2026, mais uma edição de sua tradicional festa em comemoração ao Dia do Engenheiro Agrônomo, anualmente celebrado em 12 de outubro. 

O encontro reuniu centenas de associados, familiares e convidados em um ambiente festivo e de grande confraternização, celebrando a relevância dos profissionais da agronomia para o desenvolvimento técnico e econômico da região.

O evento foi consagrado como uma das maiores e mais expressivas festas dos agrônomos já realizadas pela entidade, destacando-se pelo expressivo público presente e pela impecável organização. 

Para o presidente da AEA Marília e engenheiro agrônomo Walter Cação Júnior, o sucesso do encontro reflete o fortalecimento contínuo da categoria. “A celebração demonstra a união e a força da nossa classe. É uma satisfação enorme ver a família da agronomia reunida em um evento histórico, que reconhece o empenho e o papel fundamental que cada profissional desempenha na construção de uma agricultura cada vez mais forte e sustentável”, destacou.

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